Resumo
Este artigo tem como objetivo reavaliar o estatuto ontológico do material na obra de arte por meio de uma linha de pensamento que se estende de Plato a Martin Heidegger. A tese central defendida é que, na tradição estética ocidental, o material foi sistematicamente suprimido, e que essa supressão se baseia em um pressuposto ontológico persistente que se mantém até Heidegger. Em Platão, o material é relegado a um plano de aparência que o afasta da verdade; em Aristotle, ele perde sua autonomia ontológica ao ser concebido como suporte da forma. Embora Roman Ingarden e Nicolai Hartmann transformem esse legado, ainda assim situam o material como uma camada inferior que não produz sentido. No âmbito dos conceitos de terra (Erde) e mundo (Welt), desenvolvidos no seminário “The Origin of the Work of Art” de Heidegger, examina-se a possibilidade de repensar o material. Por fim, coloca-se a seguinte questão: Heidegger conseguiu, de fato, libertar o material em sua autonomia ontológica?
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