https://seer.ucp.br/seer/index.php/synesis/issue/feedSynesis (ISSN 1984-6754)2026-04-14T17:49:00+00:00Sergio Sallessergio.salles@ucp.brOpen Journal Systems<!-- Global site tag (gtag.js) - Google Analytics --> <p>Synesis, uma distinta revista sob os auspícios do Centro de Teologia e Humanidades da Universidade Católica de Petrópolis, é publicada desde 2009. É dedicada a promover a excelência acadêmica por meio da disseminação de pesquisas originais e artigos em um amplo espectro das humanidades. Refletindo as diversas disciplinas acadêmicas do centro, a Synesis abraça uma ampla gama de assuntos, incluindo filosofia, teologia, história, literatura, educação e música. A revista visa servir como um fórum vibrante para o diálogo interdisciplinar, incentivando contribuições que explorem as intersecções desses campos, abordem questões contemporâneas sob uma perspectiva humanística e contribuam para o enriquecimento do conhecimento e compreensão humanos. A Synesis compromete-se a publicar artigos perspicazes que reflitam pesquisas rigorosas, metodologias inovadoras e um profundo engajamento com as humanidades, visando inspirar acadêmicos, profissionais e estudantes igualmente.</p>https://seer.ucp.br/seer/index.php/synesis/article/view/3511A METAFÍSICA DO INDIGENATO2026-02-21T20:34:56+00:00Marcos Aparecido Atiles Mateusmarcos.aatiles@gmail.comEricson Savio Falabrettiefalabretti@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O artigo realiza uma análise fenomenológica comparativa da metafísica da brancura, da negrura e do indigenato, articulando Frantz Fanon com a experiência histórica e existencial dos povos indígenas da Amazônia, especialmente os Paiter Suruí. A brancura é entendida como norma invisível e universal, sustentada pela pretensão de neutralidade que transforma diferença em ausência. A negrura é reduzida ao esquematismo epidérmico, aprisionando o sujeito à pele e bloqueando sua temporalidade. Já o indigenato opera como dispositivo de exclusão que infantiliza, tutela e desautoriza cosmologias originárias, legitimando epistemicídios e a expropriação territorial. Dialogando com Césaire, Kilomba, Mbembe, Dussel, Maldonado-Torres, Ribeiro de Almeida e Gondim, o artigo argumenta que esses três dispositivos estruturam uma gramática da colonialidade da plenitude da vida, cujo alcance ultrapassa o plano político-econômico e afeta a constituição do existir. Contudo, a fenomenologia mostra que a negatividade nunca é absoluta: práticas de resistência negra e indígena - oralidade, cantos, línguas preservadas e memória ancestral - abrem fissuras que desestabilizam a lógica do não-ser e projetam formas insurgentes de recomposição do ser. Conclui-se que a análise dessa tríade permite compreender a totalidade do projeto colonial e vislumbrar um humanismo insurgente, não eurocêntrico e enraizado na pluralidade das lutas e cosmologias.</span></p>2026-04-14T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Synesis (ISSN 1984-6754)https://seer.ucp.br/seer/index.php/synesis/article/view/3522A INFORMAÇÃO SEMÂNTICA DE FLORIDI REVISITADA2026-04-02T20:55:44+00:00Bismarck Bório de Medeirosbismarckborio@gmail.com<p>O presente artigo oferece uma reconstrução sistemática e um exame crítico da teoria fortemente semântica da informação (TSSI) de Luciano Floridi. Após situar o projeto floridiano no contexto mais amplo da filosofia da informação e identificar os problemas que o motivam (particularmente o paradoxo de Bar-Hillel–Carnap e o escândalo da dedução), o<br />artigo articula os compromissos centrais da TSSI: a definição geral de informação (GDI), a tese veritativa e a medida de informatividade i(P) = 1−[d(P)]². A dissolução floridiana de ambos os problemas clássicos é examinada e avaliada. O artigo avança então três objeções interconectadas que vão além das já estabelecidas na literatura: (i) a distinção entre 'ser<br />informativo' e 'ser informação' – que Floridi mobiliza para neutralizar o desafio das proposições falsas aparentemente informativas – revela-se instável e incapaz de sustentar o peso explicativo que a TSSI lhe impõe; (ii) confusões conceituais entre metadados, metainformação, informação dos dados e dados informacionais geram uma circularidade de<br />fundamentação na GDI que a metodologia dos níveis de abstração não dissolve; e (iii) descrições definidas introduzem indeterminação referencial que desestabiliza a própria medida de informatividade, dificuldade que não é periférica mas inerente a qualquer teoria da informação com pretensões de cobertura de representações em linguagem natural. O artigo posiciona também a TSSI em relação a alternativas baseadas em verossimilhança (Frické, D'Alfonso, Cevolani) e conclui esboçando, em termos deliberadamente prospectivos, uma direção de desenvolvimento fundada em adequação graduada e aptidão contextual.</p>2026-04-14T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Synesis (ISSN 1984-6754)https://seer.ucp.br/seer/index.php/synesis/article/view/3529A RESISTÊNCIA ONTOLÓGICA DO MATERIAL NA OBRA DE ARTE2026-04-09T13:29:36+00:00Zeynep Münteha Kotzeynepm@gwu.edu<p>Este artigo tem como objetivo reavaliar o estatuto ontológico do material na obra de arte por meio de uma linha de pensamento que se estende de Plato a Martin Heidegger. A tese central defendida é que, na tradição estética ocidental, o material foi sistematicamente suprimido, e que essa supressão se baseia em um pressuposto ontológico persistente que se mantém até Heidegger. Em Platão, o material é relegado a um plano de aparência que o afasta da verdade; em Aristotle, ele perde sua autonomia ontológica ao ser concebido como suporte da forma. Embora Roman Ingarden e Nicolai Hartmann transformem esse legado, ainda assim situam o material como uma camada inferior que não produz sentido. No âmbito dos conceitos de terra (Erde) e mundo (Welt), desenvolvidos no seminário “The Origin of the Work of Art” de Heidegger, examina-se a possibilidade de repensar o material. Por fim, coloca-se a seguinte questão: Heidegger conseguiu, de fato, libertar o material em sua autonomia ontológica?</p>2026-04-14T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Synesis (ISSN 1984-6754)https://seer.ucp.br/seer/index.php/synesis/article/view/3530O INTELIGÍVEL EM AÇÃO E A UNIDADE DO CONHECIMENTO2026-04-09T13:35:03+00:00Abdullah Demirabdullah.demir@igdir.edu.tr<p>Este artigo examina o desacordo epistemológico e metafísico entre Averróis e Tomás de Aquino, com especial atenção ao status ontológico do intelecto e do inteligível em ato. Baseando-se principalmente no Longo Comentário de Averróis sobre o De Anima e no De Unitate Intellectus de Tomás de Aquino, o artigo defende que o ponto decisivo de separação entre os dois pensadores não é uma falha no raciocínio, mas a adoção de diferentes pressupostos metafísicos. Enquanto Averróis defende a unidade do Intelecto Material como condição necessária para a universalidade do conhecimento científico, Tomás de Aquino defende intelectos individualizados e sustenta que os inteligíveis em ato podem existir em uma pluralidade de mentes humanas. Ao acompanhar as funções conceituais do poder cogitativo, da abstração e da individuação intelectual, o artigo reavalia a força da crítica de Tomás de Aquino e considera a coerência da doutrina de Averróis dentro do quadro mais amplo da psicologia aristotélica.</p>2026-04-14T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Synesis (ISSN 1984-6754)