A FENOMENOLOGIA DA EXPERIÊNCIA RELIGIOSA E O CONHECIMENTO DE DEUS EM MAX SCHELER
PDF (English)

Palavras-chave

Max Scheler
Fenomenologia
Espírito/Vida
Experiência Religiosa
Reverência Religiosa
Ressentiment

Como Citar

Kelly, E. (2026). A FENOMENOLOGIA DA EXPERIÊNCIA RELIGIOSA E O CONHECIMENTO DE DEUS EM MAX SCHELER. Synesis (ISSN 1984-6754), 18(3), e3633. Recuperado de https://seer.ucp.br/seer/index.php/synesis/article/view/3633

Resumo

O objetivo deste artigo é examinar, quanto à sua coerência, algumas afirmações feitas por Max Scheler (1874–1928) acerca da natureza da experiência religiosa e do conhecimento natural de Deus que ela revela independentemente da revelação. Essas afirmações foram formuladas em diferentes etapas de seu desenvolvimento filosófico. A primeira aparece em seu ensaio “Sobre a Reabilitação da Virtude”, de 1913; posteriormente, no ensaio “A Fenomenologia Essencial da Religião”, que constitui uma seção de Do Eterno no Homem, obra preparada para publicação em 1920; e, por fim, em A Posição do Homem no Cosmos, publicada em 1927. Na fase final de seu desenvolvimento, Scheler rejeitou o teísmo, embora tenha permanecido nominalmente católico. Desenvolveu uma concepção metafísica do Ens-a-se, que não chegou a esclarecer e completar antes de sua morte. Nessa metafísica, Deus é concebido como o Fundamento do Mundo, existente sob dois atributos: Espírito e Impulso (Drang). Esse ser requer o esforço humano para “sublimar” o Impulso e permitir que ele venha a ser como Deus, absoluto, santo e onipotente. Pois somos um “microcosmo” que possui, sob forma finita, ambos os atributos de Deus, Geist e Drang. Essa concepção ampla e desafiadora inspirou Scheler, em suas obras póstumas, a desenvolver algumas reflexões sobre a vida espiritual que se abre àqueles que ingressam na vida de Deus-em-devir, oferecendo também sua própria oração a esse ser precário. Como alguns historiadores da filosofia afirmaram encontrar uma unidade de pensamento nas obras de Scheler, este artigo examinará se tal afirmação também pode ser sustentada em relação ao seu conceito de vida espiritual. Perguntaremos se a vida espiritual descrita em sua obra tardia permanece dentro dos limites da espiritualidade cristã ou se representa uma vida espiritual de natureza inteiramente diferente.

PDF (English)

Referências

Augustine. Basic Writings of Saint Augustine, in two volumes, edited by Whitney J. Oates (New York: Random House, 1948).

Frings, Manfred S. “Max Scheler: An Aphorism of Import.” Analecta Husserliana, Vol. LIV (1998), 281-294.

Hart, David Bentley. All Things Are Full of Gods (Yale University Press, 2024).

Husserl, Edmund. Ideen zu einer reinen Phänomenologie und phänomenologischen Philosophie (Haag, Martinus Nijhoff, 1950).

Kelly, Eugene. “Das Schicksal des Personenbegriffs im Spätwerk Schelers.” Thaumàzein, 3, 2015, pp. 417-432. https://rivista.thaumazein.it/index.php/thaum/article/view/58/60

Russell, Bertrand. “A Free Man’s Worship” (1903). In Mysticism and Logic.

Scheler, Max. “Zur Rehabilitierung der Tugend,” in: Gesammelte Werke, Band 3, Vom Umsturz der Werte, edited by Maria Scheler, 1955, 1972. “On the Rehabilitation of Virtue,” English translation by Eugene Kelly, American Catholic Philosophical Quarterly, 79 (1), W 2005. “Das Ressentiment im Aufbau der Moralen.” “Ressentiment,” English translation by Lewis A. Coser, edited by William W. Holden (New York, Schocken, 1972).

———. Gesammelte Werke, Band 5, Vom Ewigen im Menschen, edited by Maria Scheler (1954, 1968). On the Eternal in Man, English translation by Bernard Noble (New York, Harper, 1960). Contains: “Warum keine neue Religion.”

———. Gesammelte Werke, Band 9, Späte Schriften, edited by Manfred S. Frings (1979). The Human Place in the Cosmos, English translation by Manfred S. Frings (Evanston, Northwestern University Press, 2009). Contains: “Die Stellung des Menschen im Kosmos.”

———. Gesammelte Werke, Band 15, Schriften aus dem Nachlass, Bd. 6: Varia II, edited by Manfred S. Frings (1997).

Schleiermacher, Friedrich. The Christian Faith (Apocryphile Press, Edinburgh, 1999).

Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.

Copyright (c) 2026 Synesis (ISSN 1984-6754)

Downloads

Não há dados estatísticos.