ENGENHARIA, POLÍTICA E OBRAS PÚBLICAS NO SEGUNDO REINADO

A TRAJETÓRIA DE AUGUSTO TEIXEIRA COIMBRA, CONSTRUTOR DO MATADOURO IMPERIAL DE SANTA CRUZ, RIO DE JANEIRO

Autores

  • Soraya Almeida Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

História da engenharia. Império do Brasil. Industrialização.

Resumo

A construção do Matadouro Municipal de Santa Cruz foi acompanhada de intensos debates pela imprensa. O contrato, assinado em 1874 entre o governo imperial e a empreiteira Coimbra & Farani foi rescindido quatro anos depois sob a alegação de descumprimento de cláusulas por parte da construtora. Augusto Teixeira Coimbra, sócio e engenheiro da empresa, foi acusado de diversas ilegalidades em uma séria de artigos assinados pelo Ministério dos Negócios e publicados nos principais jornais da corte. Vários nomes da engenharia que posteriormente se tornaram conhecidos da história política nacional, como Pereira Passos e Abraão Reis, estiveram envolvidos na questão. Quanto a Augusto Teixeira Coimbra, as raras referências ao seu nome reverberam as acusações do governo, responsabilizando-o pelo descumprimento do contrato. A pesquisa aqui apresentada revela, contudo, que o engenheiro e sua empresa foram vítimas de disputas entre os Partidos Conservador e Liberal, controladores da política bipolarizada dominante no Segundo Reinado.

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Biografia do Autor

Soraya Almeida, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Docente no Depto. de Petrologia e Geotectônica da UFRRJ, Doutora em Ciências pela USP, Mestre em Ciências pela UFRJ, Graduada em Geologia pela UFRRJ

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Publicado

11-08-2021

Edição

Seção

Artigos