Synesis (ISSN 1984-6754)
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<!-- Global site tag (gtag.js) - Google Analytics --> <p>Synesis, uma distinta revista sob os auspícios do Centro de Teologia e Humanidades da Universidade Católica de Petrópolis, é publicada desde 2009. É dedicada a promover a excelência acadêmica por meio da disseminação de pesquisas originais e artigos em um amplo espectro das humanidades. Refletindo as diversas disciplinas acadêmicas do centro, a Synesis abraça uma ampla gama de assuntos, incluindo filosofia, teologia, história, literatura, educação e música. A revista visa servir como um fórum vibrante para o diálogo interdisciplinar, incentivando contribuições que explorem as intersecções desses campos, abordem questões contemporâneas sob uma perspectiva humanística e contribuam para o enriquecimento do conhecimento e compreensão humanos. A Synesis compromete-se a publicar artigos perspicazes que reflitam pesquisas rigorosas, metodologias inovadoras e um profundo engajamento com as humanidades, visando inspirar acadêmicos, profissionais e estudantes igualmente.</p>UCPpt-BRSynesis (ISSN 1984-6754)1678-6785ENTRE O “FIM” E O “NOVO COMEÇO”
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<p>Este artigo examina a noção heideggeriana de superação da metafísica (<em>Überwindung der Metaphysik</em>), entendida como um movimento de transposição e recolhimento, e não de simples negação. Partindo da destruição da ontologia em <em>Ser e Tempo</em> até o pensamento meditativo de <em>Gelassenheit</em>, analisa-se a trajetória pela qual Heidegger transforma a metafísica em história do Beyng (<em>Seyn</em>). A leitura, de cunho hermenêutico e conceitual, acompanha as inflexões teóricas e históricas do percurso heideggeriano, destacando a <em>Kehre</em> e o <em>Ereignis</em> como momentos decisivos. Por fim, problematiza-se a ambiguidade entre o “fim” da filosofia e a abertura de um “novo começo”, indicando o caráter aporético e meditativo desse pensar.</p>Higor Claudino Oliveira
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2026-03-182026-03-18181e3436e3436O DIÁLOGO ENTRE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E FILOSOFIA
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<p>Este estudo procura mostrar algumas contribuições da filosofia de Gilbert Simondon (1924-1989) para a compreensão de setores específicos da inteligência artificial. A pesquisa possui um recorte que se delimita ao âmbito das inteligências artificiais generativas, as quais são comuns em assistentes pessoais, denominados de <em>Chatbots</em>. Neste contexto, a investigação questiona se a filosofia de Simondon pode auxiliar a compreensão dos desafios e perigos apresentados pelas inteligências artificiais generativas. Para responder a esta questão, realiza-se um estudo conceitual com foco nos conceitos de “conjunto técnico” e “processo de concretização” de Simondon, para em seguida apontar os fenômenos emergentes e perigos da inteligência artificial. A conclusão aponta para um afastamento do ser humano em relação ao “conjunto técnico”.</p>Itamar Soares Veiga
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2026-03-182026-03-18181e3448e3448O TEMPO MORTO, UM OLHAR SOBRE O VALOR DO TEMPO COMO MOEDA DE BARGANHA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA
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<p>Este artigo analisa o conceito de tempo morto como categoria política e existencial na sociedade contemporânea. A partir do capítulo Zona de Espera, de Paulo Arantes, investiga-se como o tempo, transformado em recurso escasso e moeda de poder, estrutura novas formas de dominação e desigualdade, especialmente entre as classes trabalhadoras. O estudo considera o controle do tempo, na forma de espera e imobilização social, como dispositivo biopolítico e simbólico de punição. Por meio de leitura crítica e hermenêutica, articulando Arantes, Foucault e Flusser, discute-se a relação entre biopoder, presentismo e idolatria da imagem. Conclui-se que o tempo morto evidencia não apenas a suspensão da experiência, mas também a negação da existência do sujeito contemporâneo, aprisionado entre aceleração tecnológica e paralisia social.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> tempo; biopoder; presentismo; alienação; Paulo Arantes.</p>Adriano FrançaAndré Brayner
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2026-03-182026-03-18181e3462e3462A CONCEPÇÃO DE JOHN LOCKE SOBRE O ESTADO DE DIREITO: FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS E REFLEXÕES CONTEMPORÂNEAS
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<p data-start="0" data-end="597">Este artigo examina a concepção de John Locke sobre o Estado de Direito como um arcabouço fundamental da filosofia política moderna e explora sua relevância contemporânea por meio de um engajamento reflexivo com a experiência vietnamita de construção de um Estado de Direito socialista. Em vez de abordar o Estado de Direito como um arranjo meramente institucional ou técnico-jurídico, o estudo situa a teoria de Locke em seus fundamentos filosóficos mais amplos, enfatizando a soberania popular, o contrato social, a limitação do poder político e a primazia da lei sobre a autoridade arbitrária. Baseando-se principalmente no <em data-start="629" data-end="662">Segundo Tratado sobre o Governo</em>, de Locke, o artigo reconstrói sua compreensão de governo legítimo como uma forma de poder derivada do consentimento popular e limitada pela lei natural e por normas públicas. A análise então avalia criticamente tanto o valor duradouro quanto as limitações históricas da teoria do Estado de Direito em Locke, particularmente suas pressuposições relativas à propriedade, aos direitos e ao alcance da participação política. A partir dessa discussão teórica, o artigo oferece reflexões contemporâneas a partir do Vietnã, não como uma transferência de modelo ou comparação institucional, mas como um caso contextual por meio do qual as ideias de Locke iluminam debates em curso sobre constitucionalismo, controle do poder e a relação entre direito, autoridade estatal e legitimidade popular em contextos políticos não liberais. O artigo argumenta que, quando abordada de modo crítico e seletivo, a concepção lockeana de Estado de Direito continua a oferecer valiosos insights filosóficos para compreender os fundamentos normativos e os desafios da governança estatal moderna para além de seu contexto liberal originário.</p>Mai Thi PhamMinh Hoan NguyenHuong Thu Thi Nguyen
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2026-03-182026-03-18181e3474e3474A FORTALEZA COMO FUNDAMENTO ÉTICO DO CUIDADO NA ANTROPOLOGIA DE TOMÁS DE AQUINO
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<div><span lang="PT-BR">O presente artigo abordou a temática da virtude da fortaleza como fundamento ético da prática do cuidado a partir da antropologia de Tomás de Aquino. A pergunta que norteou a pesquisa foi: como o cuidado pode ser eticamente sustentado diante da vulnerabilidade, do sofrimento e do medo que marcam a condição humana? O objetivo do estudo de demonstrar de que modo a virtude da fortaleza, em articulação com a prudência, a graça e as demais virtudes, procurou oferecer critérios sólidos para perseverar no cuidado de si e do outro mesmo em contextos adversos. A metodologia adotada foi teórico-bibliográfica, de caráter analítico-interpretativo, com base principal na <em>Summa Theologiae</em>, especialmente nas questões relativas ao hábito, às virtudes morais e à fortaleza, em diálogo com a ética do cuidado. Como resultado, evidenciou-se que a fortaleza, ao ordenar o temor segundo a razão e sustentar a vontade no bem, constitui elemento indispensável para uma prática do cuidado estável, racional e verdadeiramente humana, integrando vulnerabilidade, responsabilidade moral e caridade.</span></div>João Victor de Oliveira FernandesCesar Augusto VerasPedro Pereira Borges
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2026-03-182026-03-18181e3487e3487O QUE NOS ENSINA O VENTO, A ÁGUA, AS FLORESTAS E RIOS
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<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo propõe uma reflexão sobre o modo como os povos indígenas compreendem e se relacionam com os elementos naturais — o vento, a água, as florestas e os rios — não como recursos, mas como entidades vivas e portadoras de saber. A partir de uma abordagem epistemológica indígena, discute-se a ancestralidade como uma dimensão de suficiência do pensamento, que não depende exclusivamente da razão ocidental, mas se ancora em uma ecologia de saberes. Com base em autores indígenas e não indígenas, o texto evidencia como a cosmologia indígena ressignifica o vínculo com a natureza e propõe caminhos alternativos para pensar sustentabilidade, educação e política.</span></p>Ricardo Valim
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2026-03-182026-03-18181e3488e3488VIRTÙ E FORTUNA
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<p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo fomenta uma reflexão sobre a polarização política na sociedade brasileira contemporânea, trazendo análises desde a atemporal perspectiva de Nicolau Maquiavel sobre as interações sociais/políticas, até o extremismo da atualidade que chega a ser comparado a um nível social de preconceito político. Utilizando a metodologia de pesquisa qualitativa, analisando as esferas não só sociais políticas bem como jurídicas sobre a incitação ao ódio e liberdade de expressão em movimentos correntes de pensamentos binários políticos, contribuindo para uma melhor consciência de arguição de uma forma de discurso de ódio que atinge âmbitos políticos já transcendendo esferas sociais e afetivas.</span></p>Railson da Silva Barboza
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2026-03-182026-03-18181e3505e3505